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O eterno retorno...

"...há tempo de nascer e tempo de morrer; tempo de plantar e tempo de arrancar o que se plantou; tempo de matar e tempo de curar; tempo de derribar e tempo de edificar;tempo de chorar e tempo de rir; tempo de prantear e tempo de saltar de alegria;tempo de espalhar pedras e tempo de ajuntar pedras; tempo de abraçar e tempo de afastar-se de abraçar;tempo de buscar e tempo de perder; tempo de guardar e tempo de deitar fora;tempo de rasgar e tempo de coser; tempo de estar calado e tempo de falar"... (Eclesiastes, 3: 2-7)
Fim de férias e um misto de sentimentos em todos os professores: a saudade dos dias de férias e uma certa ansiedade sobre o que o ano letivo nos reserva.
As perguntas são muitas: Que turmas encontrarei? Serão difíceis? Gostarão do meu trabalho? Quais questões pedagógicas e humanas terei que lidar esse ano? Algum tema que não domino surgirá para debates? Quais questões precisarão ser levantadas em sala de aula para promover cidadania, humanismo e conhecimento cien…
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História e Didática

Há colegas de profissão que consideram que não têm nada a aprender com as  propostas de estudiosos da educação, aqueles que se propuseram a estudar com profundidade o ensino e o processo de aprendizado.As críticas variam:- São propostas que estão distantes da sala de aula!- Quem propõe isso nunca foi professor de fato!- Impossível de ser aplicado na escola pública!- Nossos alunos são reais, não esses seres ideais das teorias!E embora, algumas dessas possam ser aplicadas a alguns desavisados, há gratas surpresas quando nos propomos a buscar novas referências para nossa prática docente. Tive uma dessas há algum tempo, quando na livraria Vozes a obra História e Didática, chamou minha atenção e foi a principal leitura de minha semana.Organizada por Celso Antunes parte de uma premissa ambiciosa e marcante: que ensinar história pela simples transmissão de fatos ou nomes de heróis nada representa se não causar uma transformação na visão de mundo ou servir de referência para a experiência de …

Estuda, candidato (parte 02)

(Se procura uma fórmula mágica, pode ir para outro espaço, aqui fala-se principalmente do esforço e da vontade de estudar)Depois de um “longo e tenebroso inverno”, voltamos com as sugestões para estudar história a quem deseja fazer concursos, vestibulares, ou simplesmente melhorar seu aprendizado na escola. No texto anterior ressaltou-se:Ler o edital – você tem que saber o que virá!Conversar sobre os conteúdos com o professorPedir análise do professor sobre a provaEm aula Focar a atençãoFaça anotações Tire suas dúvidas – só tem dúvidas quem estuda!Em casa Rotina de estudos –  Tenha horáriosEscolha um bom local de estudoAvise a todos que vai estudar Separe tudo que vai precisar (livros, materiais diversos, mapas, etc…)Acha que é muita coisa? Você ainda pensa que estudar é só sentar e ler um livro ou o esquema do caderno? Estudar com produtividade exige organização e preparação pessoal, coisa que a maioria de nós não tem. O estudo da disciplina história para concursos, nos quais a maior…

Estuda, candidato!

Vamos parar com as frases feitas e bobas: “História não precisa estudar em casa, só prestar atenção à aula”; “Estudar história é ficar lendo o livro ou apostila em casa”; “História é fácil...”.Então vem o exame do concurso e você não é aprovado porque não soube fazer ou entender boa parte das questões de história. Insistir nesse erro é burrice, então vamos pensar um pouco. Na preparação para concursos diversos um primeiro passo é o CANDIDATO saber exatamente quais os conteúdos que serão abordados. LEIA o edital e as referências da disciplina e converse com seu professor sobre o que vai ser estudado.  Outro passo é pedir ao professor um comentário a respeito da prova, afinal, cada concurso tem sua própria característica de temas recorrentes, de estilos de questões e saber o que vai se encontrar é primordial para ter um bom plano. Eu tenho por prática fazer uma análise das provas de cinco anos seguidos de todos os concursos com os quais trabalhei para ter uma boa visão geral. Nas aulas,…

Estudar é (ser) preciso.

Não se engane, pois se você pensa em ser um professor a sua vida não será de transmissão de conhecimentos. Ela será uma experiência de aprendizado. Aprender a cada dia um novo fazer de seu trabalho, aprender com os alunos coisas que você nem sabia que existiam, aprender cada vez mais sobre sua ciência, para ter a certeza de que quanto mais se estuda, mais percebemos o quanto não sabemos sobre nós mesmos e o mundo a nossa volta.Interessante é pensar que quanto mais se estuda, mais precisão teremos ao explicar, ao responder e ao encaminhar outras mentes no caminho de outros saberes.O professor que estuda – e gosta do que estuda – tem paixão na alma e brilho no olhar. Não há ser humano que passe impune por um ser apaixonado, alguma mudança acontece, nem que seja a simples pergunta: “Por que tanta paixão”? Daí em diante, não ditamos caminhos como muitos pensam, libertamos sonhos e ideais nas almas de nossos alunos…

O que fazer?

Sempre gosto de repetir que o ofício de professor é um dos mais difíceis que há, contrariando o senso comum que é só colocar alguém na frente distribuindo informações. Abaixo coloco algumas coisas que tento realizar em minha vida profissional e considero fundamentais num bom professor.Embora a produção do conhecimento seja caótica, sua transmissão não deve ser, assim um bom professor deve se preocupar com a organização do pensamento, com uma linha de raciocínio que sua aula deve seguir.Temos um programa a completar, mas as etapas de cumprimento do mesmo são determinadas pelo professor, o que permite criatividade na escolha de recursos didático-pedagógicos, os quais facilitam o entendimento e o aprendizado.A aula existe para os alunos aprenderem, não para as paredes ou para o engradecimento do ego de alguns. Interaja, converse, observe, tenha a empatia de perceber se o que você explica repercute de alguma forma nas pessoas que estão a sua volta.Avalie periodicamente a assimilação da in…

Profissionalismo.

Respeite o seu professor e respeite o seu empregado.Ouça as críticas com o ouvido do crescimento, não do melindre.Atente para como trata os que estão a sua volta você precisará deles.Peça desculpas, os erros do passado batem nas portas do futuro.Ao convidar a conversar, dialogue, não faça monólogos.Ao dizer que irá resolver, resolva, ou pelo menos informe o que planeja.Ao receber propostas, leia-as.Ao criar um projeto, pergunte se os outros querem realmente participar dele.Ao acabar um projeto, agradeça e reconheça os que o tornaram possível.Intermediar os problemas é uma forma de resolver, ignorá-los, não.